Hoje na aula de literatura a professora resolveu dividir a sala em grupos de quatro pessoas por ordem de número de chamada. Os grupos deveriam ler um texto árcade, interpretá-lo e apresentar para a sala uma análise acerca do texto.(lê-se um idiota aluno mais participativo atuar como escravo e fazer tudo sozinho enquanto os outros observam com cara de bunda)
O autor do texto que iríamos trabalhar era a o Santa Rita Durão (afinal, o cara não se decide se é uma santa ou se é um cara durão?). Eis o texto:
Os chefes indígenas ofereceram as filhas a Diogo Álvares para se honrarem com seu parentesco. O lusitano aceita o parentesco, mas não as donzelas, por fidelidade a Paraguaçu. Tomado por saudades da Europa, embarca numa nau francesa. Moema, uma índia apaixonada pelo português, desesperada de o ver partir com Paraguaçu, tenta acompanhá-lo, nadando.
- Bárbaro (a bela diz) tigre e não homem…
Porém o tigre, por cruel que brame,
Acha forças no amor, que enfim o domem;
Só a ti não domou, por mais que eu te ame.
Fúrias, raios, coriscos, que o ar consomem,
Como não consumis aquele infame?
Mas pagar tanto amor com tédio e asco…
Ah! Que corisco és tu…raio…penhascoTão jura ingratidão menos sentira
E esse fado cruel doce me fora.
Se meu despeito triunfar não vira
Essa indigna, essa infame, essa traidora.
Por serva, por escrava, te seguira
Se não temera de chamar de senhora
A vil Paraguaçu, que, sem que o creia,
sobre ser-me inferior, é néscia e feia.
Enfim, tens coração de ver-me aflita,
flutuar, moribunda, entre estas ondas;
nem o passado amor teu peito incita
A um ai somente, com que aos meus respondas
dispara sobre mim teu cruel raio…”
E indo a dizer o mais, cai num desmaio.
Perde o lume dos olhos, pasma e treme,
pálida a cor, o aspecto moribundo;
com mão já sem vigor,soltando o leme,
entre as salsas escumas desce ao fundo.
Mas na onda do mar,que, irado, freme,
tornando a aparecer desde profundo,
- Ah! Diogo cruel!- disse com mágoa,- e sem mais vista ser, sorveu-se na água.
Confesso que sou um bruto sem coração pouco sensível poeticamente. Mas no final nem eu, nem meu grupo conseguiu decifrar a mensagem que o autor tentava passar. Então nos concentramos nas partes menos importantes como:
- Essa tal de Moema consegue falar uma grande quantidade de frases enormes e complexas, utilizando-se até de metáforas. Vale ressaltar que ela estava nadando.
- Isso contando que ela no mínimo dava inveja ao Michael Phelps, afinal, acompanhava um barco!
- A julgar pela quantidade de frases que ela utilizou, deve ter nadado por 5km.
Eu estou com dúvida se o codinome da mulher maravilha era Diana Prince ou Moema.
Conclusão: Posso relatar que neste texto, Santa Rita disse: “Vocêquesabenão”. Provavelmente estava drogado, e que é um travesti que não vive sem um durão.